TRANSPLANTE CAPILAR / FUE

Mais de 50% dos homens apresenta algum grau de calvície acima dos 50 anos. Como regra geral, quanto mais cedo se inicia a queda capilar, mais severa tende a ser a calvície. Teorias de que a calvície é causada por má circulação no couro cabeludo, caspa e até mesmo pelo uso excessivo de chapéu já foram provadas
incorretas. Alopécia androgenética (AAG) é o nome que se dá à calvície masculina, mas  que ocorre também nas mulheres, com uma apresentação diferente. Este tipo de queda de cabelo tem origem genético-hormonal, ou seja, há um histórico familiar de resposta diferenciada ao hormônio masculino que se liga a receptores existente nos folículos (cabelos) de áreas específicas da cabeça e leva a uma alteração no ciclo do cabelo, transformando fios “normais” em fios mais finos, curtos e menos pigmentados, até fazer com que desapareçam completamente.

Por essa razão a idéia de aumentar o fluxo sangüíneo (que está normal) para o couro cabeludo como tratamento para a calvície é completamente insensata já que, a miniaturização e queda dos fios acontece por ação de hormônios, que circulam na corrente sangüínea e chegariam em ainda maior quantidade aos receptores nos folículos.

O real tratamento da calvície masculina inclui o tratamento tópico, feito com a substância chamada minoxidil em forma de loção, o uso oral da finasterida ou dutasterida e o transplante capilar.

Os medicamentos orais, finasterida e dutasterida, são inibidores da enzima responsável pela alteração do ciclo capilar, e reduzem a progressão da queda de cabelo, fazendo com que a calvície avance mais devagar ou mais tarde. Eles permitem que alguns dos folículos que estavam em processo de miniaturização se recuperem, o que pode aumentar o número de fios aparentes e ajudar a preencher melhor as áreas calvas. Mas não adianta achar que os resultados serão imediatos pois o tratamento demora alguns meses para apresentar efeitos visíveis, já que os fios crescem em média 1 cm por mês. O ganho máximo é atingido após dois anos de uso do medicamento. A falta de cabelos também pode ocorrer como seqüela de queimaduras ou acidentes, casos em que a cirurgia de transplante capilar é feita como tratamento reparador.

O implante capilar é o tratamento de escolha para os homens que desejam um resultado definitivo e se sentem desconfortáveis com a calvície. O procedimento é feito retirando-se fios da parte de trás da cabeça e transferindo-os, um a um, para a área calva, aumentando a densidade, ou seja, o que o transplante capilar faz é redistribuir os fios existentes no couro cabeludo da própria pessoa. Ao entender que o transplante capilar utiliza seu próprio cabelo, redistribuindo-o a partir de áreas de maior densidade (doadoras), fica mais fácil entender as possibilidades e limitações da cirurgia. Além disso outros fatores influenciarão os resultados, como a espessura dos fios, ondulação, textura e cor do cabelo.

Com a técnica FUE os fios são retirados individualmente, deixando pequenos furinhos entre os fios que cicatrizam em poucos dias (cerca de 4 a 7 dias), evitando-se uma cicatriz linear na parte de trás da cabeça. Essa técnica é ideal para os homens que preferem usar os cabelos mais curtos. Para os que usam os fios mais longos e não cogitam em deixa-los temporariamente curtos, a técnica FUT é a alternativa pois a cicatriz linear ficará escondida pelo cabelo mais comprido. O cabelo “novo”, transplantado, cai ao redor de três semanas após a cirurgia. Lembre-se de que esta condição é NORMAL e temporária.

Após a queda dos fios transplantados serão necessárias mais cinco ou seis semanas até que ele volte a aparecer, isso porque o fio cresce no máximo 1 cm por mês, ou seja, até que ele chegue da raiz ao couro cabeludo e então atinja um comprimento evidente são necessários alguns meses (cerca de 4 a 6 meses).

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